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Polêmica: Django Livre é ou não é um filme racista?

24 dezembro 2012

Django Livre, novo filme de Quentin Tarantino, vem suscitando uma polêmica discussão em torno de racismo.

Alguns críticos norte-americanos já viraram os olhos para a produção por conta do uso frequente que faz de expressões chulas para se referir a negros. E o próprio cineasta reconheceu que estava pisando em tereno arenoso, pois chegou a hesitar em pedir para atores negros interpretarem escravos acorrentados e serem chicoteados no filme – Tarantino também cogitou rodar Django Livre fora dos Estados Unidos numa tentativa de diminuir o impacto da polêmica, mas depois mudou de ideia.

O filme conta com momentos chocantes para retratar a escravidão da época pré-Guerra Civil, como lutas de escravos até a morte e cenas de torturas, com pessoas colocadas dentro de uma caixa de metal sob um sol escaldante. Segundo Tarantino, grande parte das histórias foram inspiradas em acontecimentos reais.

E já tem cineasta tomando partido da situação. Spike Lee, diretor de filmes como Malcolm X e A Última Noite e defensor ferrenho dos direitos de negros, se manifestou publicamente, criticando a obra de Quentin Tarantino, segundo ele “uma história de vingança desrespeitosa”.

Lee declarou em entrevista que não pretende ver o filme pois ele ofende a memória de seus ancestrais e que Tarantino não deveria tratar a escravidão nos Estados Unidos como um faroeste spaghetti e sim como um “holocausto”.

Django Livre, um dos longas mais aguardados de 2013, conta a história de um escravo liberto (vivido por Jamie Foxx) transformado em caçador de recompensas que, com a ajuda de seu mentor (Christoph Waltz), busca resgatar sua esposa em uma fazenda no Mississipi, liderada por um sádico senhor de escravos (Leonardo DiCaprio).

O faroeste chega ao Brasil no dia 18 de janeiro. Assista ao seu trailer final.

Papricast

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